Quando chegamos da Alemanha, fomos morar em Recife, pois meu pai foiconvidado a lecionar geologia na UFPE. Morávamos numa rua em que só havia estrangeiros, no bairro de Boa Viagem. Um belo dia, a vizinha da casa em frente, (também uma família alemã) veio à porta de nossa casa e falou para minha mãe: “lembranças da familia Schräpel!” a mamãe pensou que se tratava de alguma correspondência entregue à ela, por engano. Mas o mais incrível vem agora: o marido desta vizinha foi visitar a feira anual de Hannover (muito conhecida e badalada até hoje) onde são expostos os últimos lançamentos de tecnologia, etc. Nesta época em Hannover, a cidade fica literalmente lotada, não sobra nenhuma vaga em hotel se a pessoa não marcar com antecedência. E é bastante usual na Alemanha, alugar-se quartos para turistas, sobretudo quando há um evento de grande porte na cidade. Pois bem, o nosso vizinho de Recife procurou vários hoteis, sem sucesso, pois não havia quarto disponivel em nenhum. Num deles, deram-lhe uma lista de famílias que alugavam quartos; ele então escolheu aleatoriamente uma determinada família…Os anfitriões ficaram muito felizes em alugar um quarto para um brasileiro, pois eram muito amigos de uma familia cuja esposa era brasileira, e que haviam se mudado para o Brasil. Conversa vai, conversa vem, eles contaram que sentiam muita saudade desta família, que eram muito amigos, que tinham uma filha de 2 anos, um pastor alsaciano lindo, e que agora moravam numa cidade chamada “Recife”; então o nosso vizinho disse: “Mas eu também moro em Recife” daí, eles disseram o nome da rua, (pois se correspondiam com frequência) e nosso vizinho disse:”é a rua que eu moro!” – já estarrecido – então eles disseram o sobrenome da família e o nosso vizinho quase caiu pra trás! Eramos nós, seus vizinhos da casa em frente!! A partir daí, foi uma festa; eles mostraram fotografias nossas, dizendo que sentiam tanta falta de nós(e vice-versa, porque meus pais eram muito próximos aos Schräpel).














Coincidência ou obra divina?
Muitos dirão se tratar de uma coincidência sem tamanho, mas
eu acredito na força de Deus,
coloco isso como uma obra dele.