foi assim, com está afirmação “amistosa” que o irmão de minha mãe, com uns 18 anos na época, ao convidar uma moça para dançar na “Missa Dançante” do Minas Tênis Clube respondeu à negativa da mesma e foi suspenso por 1 mês. A minha família têm tipos bem estranhos…eu mesma presenciei uma cena surreal numa madrugada no Teatro da Praia, que pertencia a outro irmão de minha mãe: estávamos no Fiorentina, eu, (com uns 14 anos) meu pai, minha mãe, um primo de minha mãe e esse tio maluco aí de cima. Meu pai, meu primo e meu tio, beberam todas e resolveram ir para o Teatro, não lembro bem bem porque. Fazendo aqui uma ressalta: não há nada mais sinistro do que um teatro vazio e escuro! Bem, meu tio Luis acendeu as luzes, eu e minha mãe nos sentamos na platéia e então o que aconteceu depois foi simplesmente bizarro! Minha mãe, com medo da escuridão do lugar, antes que ele acendesse as luzes, comentou: “Nossa, da medo um teatro no escuro!” ao que meu tio – bastante desbocado – respondeu prontamente:”medo porra nenhuma!” e quando percebemos, estavam os três no palco, cada um fazendo uma coisa distinta e alheios uns aos outros, talvez pelo grau etílico em que se encontravam; meu pai, cantava o hino alemão aos berros, meu primo cantava ópera também aos berros e meu tio-luis-maluco – que já só de cuecas e desgrenhado – gritava:”eu quero que o diabo apareça” Daí então, ele “reconstituía” uma cena da peça que estava em cartaz na época, chamada “As Hienas” com José Wilker, Renata Sorrah e Carlos Vereza. Na cena em questão, o Wilker entrava no palco e vomitava numa latrina no canto esquerdo do palco. Não deu outra; meu tio imitou com perfeição a cena, já que a birita estava saindo pelo ladrão! Sorte a dele de encontrar um vaso sanitário estratégicamente no canto do palco. Esta é uma, de centenas de histórias que habitam minhas lembranças de criança e adolescente. Tenho muitas pra contar…
Das frases (repletas de palavrões) muito usadas por ele, de que eu ainda me lembro : “fazer do cú candeeiro” (fazer um enorme sacrifício para comseguir algo) “fulano não tem no cú o que um periquito merende” (fulano é muito pobre) “se isso for cara, cú perdeu o nome” (a criatura é muito feia) e por aí vai..
"Tu és a primeira mula que me rejeita estribo!"
Arquivado em Pessoal













