12/09/2009

Pink Floyd e meus 12, 13 anos…

A primeira paixão a gente nunca esquece!

Lembro perfeitamente de quando ouvi Pink Floyd pela primeira vez; foi na festa de aniversário de meu primo. Dois dias depois, estava com TODOS os discos do Pink Floyd lançados até então; Meddle, Dark Side of the Moon, Obscured by Clouds e UmmaGumma.  Dois dias depois, porque disco importado, só numa importadora de discos que havia na rua Djalma Ulrich! E nessa época, eu morava em Petrópolis. Alguns anos depois é que abriu a “Billboard” na Barata Ribeiro; era tudo bem mais difícil do que hoje em dia, meus caros! Logo depois que comprei os discos, peguei sarampo e fiquei mal mesmo. Mas lembro que era uma “viagem” ouvir “Fearless”, “Us and Them”, “Time”, “One of These Days”, “In the Flesh”, “the Thin Ice”, com aquela febre alta; acho que deve ser alguma coisa similar a uma viagem de LCD. Digo isso porque nunca usei drogas, nem maconha – embora não tivesse faltado incentivos – mas deve ser algo parecido. Era uma sensação indescritível…o céu azul da primavera de Petrópolis, aquele sol que não agride e dá uma tonalidade linda as coisas, aquela paz do meu “sótão” onde eu tinha o meu laboratório fotográfico e, fora dele, uma vista panorâmica estonteante! Ficava horas ali, ouvindo essas músicas e imaginando, sonhando coisas impossíveis; dentre elas, me casar com o David Gilmour, óbvio! Essas coisas que toda adolescente faz – foi uma época mágica pra mim; acho que se morasse no Rio nesse período, não teria vivido coisas tão marcantes e legais. Lembro que acordava cedinho e ia continuar a dormir na beira da piscina de pijama e tudo…o sol, aos pouquinhos, começava a me aquecer, era uma delícia! Eu lembro também, que ganhei de presente toda a aparelhagem de som do Teatro da Praia, quando meu tio resolveu atualizar. Imaginem isso pra uma garota de 13 anos?! Aí eu comecei a querer dar festas em casa. Minha mãe relutava pela minha pouca idade, mas um dia rolou. Fui um fiasco!! Fui com a minha prima no D’angelo (um bar tradicional da cidade) e convidamos pessoas que estavam lá, desconhecidas, dizendo que haveria uma festa na minha casa, e tal. Então de noite, apareceu uma galerinha estranha, (eu achava que eram velhos, mas deviam ter no máximo uns 18 anos) perguntando onde tinha álcool. Eu falei: “peraí, vou pegar!” e trouxe uma garrafa de álcool mesmo, aquelas de farmácia, (pensei que algum havia se machucado, sei lá). E eles disseram num tom irônico e debochado: “não, a gente quer beber qualquer coisa com álcool, vinho, vodka, whisky, cerveja, têm?” eu fiquei bege de vergonha, porque nem me passou pela cabeça que as pessoas que chamei quisessem ir a minha festa “só” pra tomar bebidas alcoólicas! Aí eu disse que não tinha e foram todos embora. Fiquei arrasada.

Mas em compensação, as festas seguintes, bombaram! Eu já estava escolada, sabia como divulgar e como segurar a onda do pessoal. Já dizia antes: “não vai rolar bebida” mas em compensação, vocês vão ouvir um som que jamais escutaram numa festa!” aí enchia. Era literalmente um “mar” de gente (claro que eu não conhecia nem 10% das pessoas, mas minha mãe fez um esquema de liberar apenas uma parte da casa e do jardim; meu pai nem se abalava: ia dormir) e era um sucesso! Nunca houve uma briga, ou confusão, era um verdadeiro “woodstock” particular. Minhas festas começaram a ficar famosas à partir daí. Colocavam até sinalização de como chegar até lá, dizendo “festa da Cynthia por aqui”. Até hoje eu não sei quem fazia isso, mas funcionava, porque era meio difícil chegar. Meu irmão mais velho, Ditlev, e minha mãe, ficavam de olho em tudo, além da “Moke”, nossa empregada, que era uma fera! Ficava com a vassoura na mão e ai de quem, quisesse invadir a cozinha em busca de algo. Uma vez, chegou um cara vestido de forma estranha,(um dandy) de guarda-chuva e tudo. Meu irmão implicou com ele e convidou-o a retirar-se. Outra vez, um garoto LINDO, que TODAS as meninas de Petrópolis eram a fim, se trancou no banheiro e cheirou éter! Nossa, foi um horror pra tirar ele de lá; meu irmão arrombou a porta e o “galã” de todas nós, lá estava, sentado no chão do banheiro, num estado deplorável…o encanto por ele, (pelo menos de minha parte) acabou alí.
Mas foram só esses, os incidentes nas minhas festas! O resto era festa mesmo, um mar de gente se divertindo na maior alegria e paz!
E têm mais…ainda nem falei sobre o meu primeiro namorado…

11/09/2009

Fluke – Lembranças de Outra Vida

Fluke

Fluke Soundtrack

Nunca vou esquecer do dia em que assiti ao filme “Fluke – Lembranças de Outra Vida” no antigo cinema Condor de Copacabana. A história do filme é triste e muito comovente.  A música é linda – o que causa ainda mais emoção – e ainda mais, o protagonista sendo um lindo Golden Retriever! Não poderia haver fórmula mais perfeita para causar em mim o acesso de choro que tive durante a depois do filme; eu lembro que no caminho de volta pra casa, as pessoas me olhavam na rua, de tanto que eu chorava e soluçava. Quando cheguei em casa, minha mãe levou um susto ao me ver daquele jeito, antes de eu contar a ela o motivo do meu estado deplorável.
Meu “histórico” com bichos, especialmente com cachorros,  pode explicar meu comportamento no cinema; de repente vieram todas as lembranças das perdas de meus cachorros tão queridos e amados. Essas perdas quase sempre foram de forma traumática e repentina, somente um, de todos os cachorros que tive morreu por idade avançada. Mais eu não consigo e nem aguentaria contar sobre essas perdas, pois escrevendo sobre elas, fatalmente eu iria reviver sentimentos que estão longe de serem superados; estão somente bloqueados, porque de outra forma a vida me seria insuportável. Todas essas perdas estão gravadas a ferro e fogo na minha alma. São sentimentos e emoções que ainda latejam forte e que doem profundamente e que eu tenho certeza, me fizeram uma pessoa bem mais triste do que seria se não os tivesse vivenciado.

Vou deixar a sinopse do filme em inglês:

The movie is centered on a puppy named Fluke who has flashing memories and dreams of a human life. He befriends a street-wise St.Bernard-like dog named Rumbo and a homeless woman who gives him the name Fluke. During this time he eventually realizes that he used to be human. After Rumbo and his homeless owner both pass away, he seeks out his old family (wife and son) and reunites with them as their dog. Among them, he tries to show them who he used to be, at the same time suspecting that his human death was caused by his business partner, Jeff. It’s during his time among them as a dog that he gets to know his family better and bitterly realizes that he was an emotionally distant workaholic.

His stay with them doesn’t work out, and he comes close to killing Jeff, but at the last minute has a flashback and realizes that Jeff wasn’t involved in his death – his death was caused by his own recklessness. He makes one final attempt to point out to his wife who he really is (by digging away the snow covering his tomb stone and pointing out his name there). With a heavy heart, he decides it’s better to move on — the man he used to be is dead and gone, and so leaves his family, never seeing them again. He also learns that life is simply meant to be cherished, regardless how one lives it.

Far away and months, or possibly years later, Fluke is resting under a tree by himself, where, to his surprise, he encounters Rumbo, who is now reincarnated as a squirrel…

06/09/2009

Meu amor pelos animais

Uma das minhas maiores paixões são os animais. Amo qualquer tipo de bicho, com exceção de “baratas, aranhas e afins”. Desde bem pequena me lembro de que colocava filhotinhos de cachorros no meu “carrinho de bebê” e ficava passeando com eles pelo jardim da minha casa. Por isso nunca me interessei por bonecas, ora, se eu tinha como brincar com alguma coisa viva, porque iria me atrair uma coisa inanimada como uma boneca?! Ao longo da minha vida, já perdi a conta de tantos cachorros que tive. E sinto saudade de todos! Cada um com seu temperamento, todos tão especiais e únicos! Não posso entender quem não gosta de bichos…aliás, para mim, quem não gosta de bichos não pode prestar! Pois é, eu sei que sou radical e falo tudo que penso, ainda que alguns se sintam chocados. É assim que eu sou e não há como mudar! Coloquei abaixo uma “nuvem de tags” com links para entidades de proteção animal. Então se você, assim como eu, gosta muito de bichos, dê uma olhada nos sites e tente ajudar de alguma forma!

03/09/2009

Miguel & Clarinha – Meus amores!!

 

Esta musiquinha que  é a carinha deles :)

Clarinha dormindo….

Miguelzinho atualmente…

Miguel antes de ser adotado…
É admirável o trabalho do pessoal do S.O.S Vida Animal! Eles são incansáveis na luta para salvar animais das ruas, de situações de perigo, recolhendo e acolhendo, dando toda a assistência veterinária nos casos de necessidade, vacinando, castrando, vermifugando, e arranjando “lares temporários” até que consigam, definitivamente, um lar! Para isso ser possível, existem pessoas de alma nobre, assim como a Renata Prieto, a Aline Lorena Tolosa, entre muitos outros! Depois de todo o trabalho de resgate, cuidados veterinários, lares temporários, eles fazem as “Feirinhas de Adoção” onde pode-se ver e escolher seu futuro companheirinho de vida.

Eu fiz isso e não podia estar mais feliz! Adotei o “Miguel” este gatinho lindo do anúncio. Ele veio ainda bebê, com sete meses. Dois meses depois, adotei a irmazinha dele, a “Clarinha”. O reecontro deles foi muito emocionante, eles se reconheceram imediatamente, a Clarinha começou a lamber o Miguelzinho e vice-versa; os dois literalmente se abraçavam! Desde então, são inseparáveis; a Clarinha é a “lider” e também a mais sapeca e levada!! Muito brincalhona e meiga! O Miguelzinho já é mais tímido, recatado, e muito dengoso! Adora ser mimado por mim e por ela ( que se sente meio “mãe” dele) Ela é também muito engraçada porque se preocupa quando alguém tosse ou espirra. Ela fica aflita, coitadinha! Outro dia, o Miguel se engasgou com pelo (eu acho) e ela na mesma hora correu, sentou-se na frente dele e deu-lhe um tapa na cara que até estalou! E funcionou, ele parou com o engasgo instantaneamente! Os dois dormem comigo: ela entre as minhas pernas, e ele agarrado no meu braço, ou as vezes, na minha cabeça! Eles são pura alegria e amor!

Este é o site do SOS Vida Animal: http://www.sosvidaanimal.com.br/indexx.htm

01/09/2009

Coincidência incrível…

Mais uma de familia!

Quando chegamos da Alemanha, fomos morar em Recife, pois meu pai foiconvidado a lecionar geologia na UFPE. Morávamos numa rua em que só havia estrangeiros, no bairro de Boa Viagem. Um belo dia, a vizinha da casa em frente, (também uma família alemã) veio à porta de nossa casa e falou para minha mãe: “lembranças da familia Schräpel!” a mamãe pensou que se tratava de alguma correspondência entregue à ela, por engano. Mas o mais incrível vem agora: o marido desta vizinha foi visitar a feira anual de Hannover (muito conhecida e badalada até hoje) onde são expostos os últimos lançamentos de tecnologia, etc. Nesta época em Hannover, a cidade fica literalmente lotada, não sobra nenhuma vaga em hotel se a pessoa não marcar com antecedência. E é bastante usual na Alemanha, alugar-se quartos para turistas, sobretudo quando há um evento de grande porte na cidade. Pois bem, o nosso vizinho de Recife procurou vários hoteis, sem sucesso, pois não havia quarto disponivel em nenhum. Num deles, deram-lhe uma lista de famílias que alugavam quartos; ele então escolheu aleatoriamente uma determinada família…Os anfitriões ficaram muito felizes em alugar um quarto para um brasileiro, pois eram muito amigos de uma familia cuja esposa era brasileira, e que haviam se mudado para o Brasil. Conversa vai, conversa vem, eles contaram que sentiam muita saudade desta família, que eram muito amigos, que tinham uma filha de 2 anos, um pastor alsaciano lindo, e que agora moravam numa cidade chamada “Recife”; então o nosso vizinho disse: “Mas eu também moro em Recife” daí, eles disseram o nome da rua, (pois se correspondiam com frequência) e nosso vizinho disse:”é a rua que eu moro!” – já estarrecido – então eles disseram o sobrenome da família e o nosso vizinho quase caiu pra trás! Eramos nós, seus vizinhos da casa em frente!! A partir daí, foi uma festa; eles mostraram fotografias nossas, dizendo que sentiam tanta falta de nós(e vice-versa, porque meus pais eram muito próximos aos Schräpel).

Resumindo a estória, a vizinha disse à minha mãe, quando se aproximou de nossa casa, que não se tratava de erro na entrega das cartas, mas que o marido dela havia contado na carta que escrevera pra ela, sobre toda esta coincidência incrível! E que a família Schräpel mandava lembranças!
Agora pense só no tamanho do Brasil! Nas variantes deste caso: podíamos morar em qualquer cidade daqui, em qualquer rua, e, mesmo sendo em Recife, a probabilidade de morarmos na mesma rua, ou melhor, em frente a casa do “hospede” da famíla Schräpel, é comparável a ganhar na Mega-Sena, porque Hannover tampouco é uma cidade pequena, existem centenas de hoteis e milhares de quartos em casas de família, para serem alugados. E nosso vizinho da casa em frente foi parar na casa dos nossos amigos em Hannover pela mais incrível coincidência que eu já tenha tomado conhecimento!
Se você têm alguma estória de coincidência desse tipo, ou até maior, por favor, conte-a aqui!